Luar do atropelado

Posted on sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 by John Montmor | 0 comentários
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Então a vi em meio às nuvens, resolvi escrever sobre ela, que tanto vejo e só toquei em lúdicos sonhos. Ao fundo um azul, nuvens cinza-claro que parecem desfazer-se no grande mar suspenso, antes que ela saia de meu olhar, digo a você, nela me inspiro e grande paixão tenho por seus mistérios, agradeço ao astro Rei, por escorrer seus fios dourados do reino distante sobre sua face, tão pura às vezes me engana, com seu branco azulado, quase cheia de toda sua beleza, agora que a legião de nuvens a tirou de mim, apenas espero, por mais uma noite em seus raios-braços, fascinante como os mistérios de uma mulher que com seu olhar penetra e rasga o grosso véu de meus pensamentos, desejos, aspirações e paixões.

Quando vejo seus olhos me entristeço por todos os dias que deixei de olhá-los, então me conforto nos braços-raios daquela que sempre vi e nunca entendi como seu beijo doce, porém fascinantemente inexplicável ao um leigo homem, que se contenta com a Lua ao invés da mulher nua, que o clama alto sussuradamente em seus ouvidos, contando-lhe seus mais íntimos desejos, medos e paixões, astro Rei que um dia possa ter as duas nuas na terra e céu, uma comunhão de espírito e carne que jamais será desdenhada por esse sonhador que tenta falar com os astros para que iluminem seu caminho até daquela que um dia poderá olhar no fundo de seus olhos procurando sua alma e rasgar o grosso véu de seus pensamentos e sentimentos, por fim alcançar seu coração e roubá-lo como fez certa vez sem esforço.

A Brisa

Posted on by John Montmor | 0 comentários
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A brisa por mim passou, algo deixou, talvez uma idéia, de onde ela vem? O ar que nos envolve e alimenta, não o vemos, mas com certeza o sentimos, então porque o poluímos, a Terra também é gente, mas a tratamos como os indigentes, sabemos que dificuldade passa e passamos sem ao menos olhar e se perguntar, como ajudar! Somos assim sem piedade, vemos apenas a maldade e se isso tudo não for à realidade, há mais que o material, que o carnal, festejamos tanto no carnaval e quantos vivem a beira de um abismo, sofrer sem aprender não alimenta o espírito, degradação de um mundo que tudo nos deu e ainda assim achamos que somos seu dono. Quem disse que tem que ser assim uma louca e confusa vida de decaimento, agradeço pelo que tenho, porém busco aperfeiçoar e descobrir quem sou, volto a dizer então, o que fazer? Amar, sim com todas as forças e o fim espero estar pronto, no ponto e não um tonto tolo que acha que pensa saber aquilo que jamais sentiu de verdade.