Semente entranha.

Posted on terça-feira, 29 de dezembro de 2009 by John Montmor | 0 comentários
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Viajando em minha mente encontrei certo dia uma estranha semente, então a plantei, não tinha nem água nem sol; imaginei! E quando menos percebi voltei.
Frutos ela tinha dado, raízes criado, seus frutos eram doces e sua sombra ampla, algo de diferente ela tinha, encostado nela um susto levei...
Ela falou comigo, rápido perguntei, que árvore é você?
- Sou a árvore que alimenta suas idéias, afinal foi você que me trouxe a luz e a água não se lembra?
Lembrei, semente estranha que plantei, o rio ao lado imaginei, mas como a luz chegou até aqui?
- Calor é o que mais tem, porém a luz que tem e a luz do principio, aquele fraguimento que inicia o maior presente, a vida! Como eu que gero frutos, mas eu sou um fruto de idéia tua apenas, faço o que você imagina, já vi de tudo, tempestades de raios, chuvas de sangue, céu estrelado e terremotos, contudo já vi o brilho aconchegante do Sol e a beleza inspiradora da Lua, o amor de uma mulher nua, o grito do coração e a calma da razão, mas estou triste, uma coisa já mais vi, todos me falam dele, vejo a montanha que dizem estar no topo, cresci pensando em um dia ver aquele que realmente nos fez, eu, você e tudo que há aqui, olhei você tentando subir, parece difícil sei que tenta, então percebi que nunca vou velo com meus olhos de macieira, mas estou contigo, coma e beba e quando chegar lá no topo grite bem alto como um trovão, pois se meu criador lá chegar eu também cheguei assim saberei; Espírito!

Grito! Falado e ouvido.

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Parei, pensei em gritar, gritei! Então vi que mudei, falei bem alto para que todos ouvissem, antes que o moro desabasse e a água acabasse, porque amanhã o Sol nasce e a criança nasce.
Andei, pensei em falar, então ouvi, parei e percebi, que mesmo o moro desabado, não estava tudo acabado, fato falei, gritado mais uma vez, aonde houver uma chama daquela esperança de que um dia todos tivessem, Empatia!

Quando fecho os olhos, ouço os grilos, sapos e afins que certa hora uma natural sinfonia forma, quase me dizendo, estamos morrendo.

O verde vivido se tornando cinza-opaco, o rio cristalino sendo defecado, a vermelha terra pisoteada, não sangra, a planta tem sede e saudade de quando ainda tinha diversidade.

Sangue dos Guerreiros

Posted on sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 by John Montmor | 0 comentários
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Véspera de natal, sentado em uma cadeira branca de plástico, vendo a chuva, os pássaros e as rosas, tudo compõe meu cenário, minha vista de todos os dias a mais de vinte anos, porém nenhum dia é igual ao outro. O canto dos pássaros misturando-se com o som dos insetos alimentam minha imaginação, o vermelho das rosas sempre me faz lembrar o sangue, mas não aquele derramado com cheiro de morte e sim aquele que corre em minhas veias com cheiro de vida, um fluido sagrado, água que contém nossas características e ouso dizer que os nossos sentimentos, pois é ele que nos mantém em movimento, uma essência que particularmente vejo como o quinto elemento, meu pequeno pedaço, meu presente e dom divino, jamais o poderá tirar de mim, nem o falecimento da carne, mas não sei se o uso com a devida sabedoria. Hoje e agora escrevo ao som de fogos de artifício, pingos batem e rebatem nas telhas, sinto o doce cheiro da rosa e o gosto azedo do limão, vejo o mundo dual, de positivo e negativo, mesmo o aniversário do iluminado, pode-se tornar apenas um incentivo econômico-comercial, por outro lado as famílias estão reunidas, comungando do amor em suas várias faces. Nem mesmo a Gula e a Inveja, tiram o sorriso da criança que é presenteada, um dia mágico, porém triste, sinto por aqueles que nada de material ganham e por aqueles muitos que agora vêem o vizinho montar sua ceia, e nada podem oferecer aos filhos, talvez continuem orando por dias melhores.

A culpa é de todos, pois viver em comunidade nos mostra a desigualdade, ajudar o máximo de pessoas que puder não irá minimizar a dor dos muitos, mas não desanime guerreiro, na batalha com o mais nobre e elevado objetivo haverá a morte, o sangue, o ódio e as lagrimas dos impotentes, vivemos tão dual que por mais que eu acredite que nada disso durará para sempre, um dia triste pode criar algo que não será fácil de eliminar, então coloco nessas humildes palavras, a vontade de muitos que gostariam de contar sua história e comove-los guerreiros, jamais conseguiria me colocar de fato no lugar daqueles que sofrem, mas arrisco que esses homens, mulheres e crianças vêem a estrela que anunciou o nosso irmão amor, que com seu brilho rasga o manto de Morpheus e traz a esperança a aquele que dentro de si houver uma fagulha do amor Divino.

Hipocrisia de uma Sociedade Organizada

Posted on sábado, 19 de dezembro de 2009 by John Montmor | 0 comentários
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Os simples fatos vividos hoje por toda nossa sociedade que denomina-se organizada, como corrupção nos três poderes, machismo, preconceito, indiferença e assim por diante. O que viremos relatar não é a conseqüência e sim a causa, o que leva o ser Humano a cometer crimes contra ele mesmo, mas quem impôs o que é e o que não é crime, creio que se a maioria dos indivíduos aceitou tais leis quem poderia questioná-las.

Quem de fato manda nesse país e o poder aquisitivo não importa nome nem rosto, sim o quanto ele pode influenciar na economia direta do país, de onde viria essa cultura: a elite manda e o pobre aceita e ainda comemora?

No âmago do ser existem infinitas possibilidades do que e do quanto ele se expressa, a criação de algo vem de uma idéia boa ou ruim, o ideal de sociedade é aquele onde ninguém sofre e todos podem opinar, parece simples fazer e ter uma sociedade assim, mas quem não permite a criação dela? O homem é quem determina a importância de algo, uma pedra e apenas uma pedra até o homem há dar valor. O homem é o progenitor de nossa realidade, é quem cria e quem destrói, como água e câncer, todos os pensamentos, idéias, cálculos, teorias e esquemas vem de um único lugar.

Vontade

“A vontade é a gloria e a desgraça do Homem”

O que determina, por exemplo, se o ouro é valioso ou não, até o homem descobri-lo era apenas uma pedra com estrutura molecular excelente, se o dinheiro for tratado como uma entidade poderosa pode-se dizer que o ser além de nomear atribui uma importância a tal objeto. A humanidade sangra por novas medidas de conscientização, a sociedade se esquece que nós aqui do “Polo norte” influenciamos diretamente o “Pólo sul”, mas porque? Quando se chama todos os homens por um só nome, quer dizer que todos estão interligados por mais de um fator determinante, explicando o exemplo dos pólos, quando um animal está em extinção isso quebra um ciclo chamado de cadeia alimentar, logo se todos nós sabemos que um ato por mais insignificante que seja pode e vai influencia no mundo todo, então porque a sociedade não faz o melhor para o homem? As perguntas certas são melhores que muitas respostas. A miséria deve-se a má distribuição de renda, é a velha frase: Uns com tanto e tantos com pouco. Assistimos tanta televisão e ainda assim não fazemos nada.

“Um poceiro que morava no sertão Nordestino teve dez filhos, nove homens e uma mulher lindíssima por sinal, a familia toda trabalhava em prol do seu bem estar, havia um rio quase seco a 23km da casa feita de pau-a-pique, a família não tinha ambições, eram uma isolada sociedade muito organizada todos trabalhavam em suas funções escolhidas por cada um dos indivíduos, no qual eram onde suas capacidades poderiam ser melhores desenvolvidas.

Muitos anos depois todos os filhos já eram adultos e a bela jovem tinha se tornado uma maravilhosa mulher com vinte anos de idade olhos verde cabelo castanho um pouco mau tratados pelo sol, por mais a dificuldades a mulher sempre tinha uma feição gentil em sua face de linhas simétricas e distribuídas com perfeição. Uma grande festa promovida pelo prefeito da cidade um homem muito ambicioso e audaz, iria acontecer em uma semana.

A família pretendia vender seu artesanato feito com argila, um trabalho feito pelas duas mulheres mãe e filha o pai o ancião determinou que fossem vender seus trabalhos a jovem mulher madalena e seus dois irmãos Joaquim o mais velho e Jeremias o mais novo depois de Madalena. No dia seguinte arrumaram suas peças de argila e uma barraca feita de madeira e lona, o pai era um ótimo construtor de estruturas, a barraca não tinha nenhuma atrativo estético, mas possuía uma forma eficaz e bem trabalhada.

Ao saírem de sua casa que ficava a 20 km da cidade, foram com uma carroça puxada por um jumento forte e novo, chegaram lá pelas 9 h da manhã e armaram sua barraca, a festa começaria as 11 e duraria o dia todo, Joaquim e Jeremias saíram logo após a pequena barraca estar montada e sumiram dos lindos olhos de Madalena.

O pronunciamento do prefeito estava acontecendo e todos pararam para ouvi-lo menos Madalena que ficou enfeitando sua barraca, o prefeito chamado Cezar Parati de longe observara a linda moça e ficou desnorteado com suas linhas e tamanha beleza para um ser tão simples, terminado o discurso o prefeito se dirigiu até madalena e comprou a maioria de suas peças e a convidou para dar uma volta, ela recusou, seu pai tinha deixado bem claro que ela era uma moça de família e não poderia se igualar as mulheres da capital que eram meretrizes gratuitas ele dizia que, um homem só é bom quando mostra sua verdadeira face sem medo de criticas e elogios, Madalena vira logo que o homem estava a cortejando sem a menor ponderação de sua condição, ele era um homem casado velho e feio, Madalena não viu nenhuma virtude nesse homem que falava muito bem, falava e falava e nunca dizia nada.

Passando meses depois da festa na cidade, Cezar passou a visitar todo dia a família de Madalena, todos sabiam de seu real interesse. Cezar então decidiu que se impressionasse a família conquistaria Madalena, meio ano depois o prefeito conseguiu desviar o curso do rio para 2 km da casa da família, a inauguração foi feita com muito entusiasmo pelo prefeito e os moradores daquela região, comemoravam felizes menos a família de José pai de Madalena que sabiam o porquê ele estava fazendo aquilo, nenhum membro da família foi à festa, meses depois Cezar viu que não havia sortido efeito nenhum.

Em uma frenética e desesperada ação para ter em sua pose a mais linda morena de olhos verdes do sertão, decidiu construir um Resort Hotel na região, isso valorizaria muito a propriedade de seu José e talvez ele o aceitasse como genro, um ano depois, O Resort havia sido uma obra prima, mas a região era tão seca que o Resort não recebia muitos hospedes, ele só se mantém pelo dinheiro que Cezar colocava naquele lugar, ele desviou dinheiro da construção de um novo posto de saúde e da reforma da praça central para manter o Resort, mesmo assim a família de Madalena não via com bons olhos aquilo pelo contrario quanto mais ele tentava demonstrar sua “bondade” mais eles o achavam um homem desprezível, dois meses depois em uma festa na casa de seu José que conseguira reencontrar seu irmão, Madalena se apaixonou por Felipe um primo de 3º grau um jovem que havia feito faculdade de Geografia, um belo jovem de feição gentil, muito inteligente e gesticulado, logo pediu a José a mão da linda jovem em casamento, e os dois foram viver na capital, Madalena estudou e se formou em enfermaria.

Cezar Parati o prefeito daquela cidadezinha conseguiu se eleger Deputado estadual e agora atuava na capital um dia fora levar sua esposa ao Hospital, sua mulher estava em depressão devido à fixação por aquela jovem que ele nunca mais havia visto, ele vira sua ninfa ainda mais bela agora ela era uma mulher bem sucedida e inteligente, a reconheceu no instante em que a viu e Madalena também, mesmo assim ela o tratou com uma gentileza como tratava todos os pacientes. Transtornado ao saber que Madalena havia se casado com Felipe, pesquisou e mobilizou seus assessores para investigar a vida do casal, em um dia de insanidade Cezar descobriu que Felipe havia viajado e então com ajuda de dois bandidos conseguiu entrar na casa de Madalena na calada da noite ele a estuprou e a matou em seu ápice da loucura. Logo depois de saber do acontecido a família ficou chocada e o pai sem duvidas disse: foi Cezar o louco que fez isso, Felipe o apontou como suspeito devido ao passado.

O prenderam, mas como era Deputado foi libertado dois dias depois. Felipe estava fervendo em ódio e tristeza seus valores haviam mudado comprou uma arma calibre 45 semi-automática e em pleno discurso à imprensa sem pensar disparou cinco tiros, que acertaram Cezar o sangue parecia jorrar do peito de Cezar e antes que alguém pudesse dizer algo ele morreu, Felipe esperou ele cair no chão morto e com um sorriso levantou a pistola e apontou para a lateral de sua cabeça fechou os olhos e disparou!

A historia ficticia retrata o quanto o homem pode ser glorioso e destrutivo, quando sua Vontade o impera. Analisando a sociedade de hoje vemos que muitos homens ambiciosos não medem custos para ter poder, mas porque o poder é tão importante ao homem, essa pergunta tem varias respostas. Vamos analisar uma delas.

A influência da sociedade no individuo é claramente forte. Quem tem o poder quer mais dele, para preencher uma vida extremamente vazia sem amizades verdadeiras e amor, quanto mais poder se tem mais frio se torna o ser.

E nessa historia toda, porque o homem da importância ao poder, o poder é algo que todos têm e ao mesmo tempo não, pode-se dizer que o poder é algo independente ao exemplo da guerra a maior das demonstrações de poder, não importa o país e seu governante se a aquela sociedade mostra seu poder através da guerra pode-se passar duzentos anos que ainda sim o poder será mostrado através da sua pior face.

A vontade impera sobre a razão ou a razão impera sobre a vontade, creio que os dois estão interligados tudo parte de uma idéia, mas essa só pode ser construída se houver à vontade e para executá-la é necessário racionalidade.

A humanidade sem sombra de duvidas não sabe viver em harmonia, o ser humano é muito volatil em suas ideias e conceitos, não se formam mais opiniões e sim, opiniões de poderosos impõem-se sobre a dos mais “fracos”, como se resolver isso? A educação a formação de um cidadão consciente é ainda até hoje a melhor das possibilidades, não existe uma solução em curto prazo, um ser demora criar a sua propria opinião e executar seu livre arbitrio com sabedoria sem prejudicar a onde vive, nem mesmo o ser biológico chamado homem consegue se mantem em harmonia fisica mental e espiritual para quem acredita nessa versão. Aristóteles disse que o homem nasce com todas as capacidades, mas ele só desenvolve a que lhe interessa ou a que é imposta a ele por meio de uma sociedade autoritaria e manipulativa.

Vimos que a idéia de que uma pessoa não faz diferença e extrema ignorância imposta e indusida pela sociedade conservadora que acretida no homem, mas não acredita no seu valor unitario isso significa que se uns passam fome é por causa da má formação da propria sociedade sendo que ela é a grande ferida que nunca sicatriza da humanidade. O homem tende a ir as trevas por ser mais facil e mais lucrativa, mas sabemos que o que vem facil vai facil, não podemos deixar de acreditar que ainda resta uma gota de esperança no deserto da ambição humana. Os sentimentos ditos como humanos sendo alguns deles como: caridade, bondade, amor, respeito, sinceridade, temperança, dever e direito, são virtudes que são citadas várias vezes por varios filósofos pós-socraticos, então porque o homem ao invés de buscar a virtude busca o poder sem ao menos olhar as consequências de seus atos. Maquiavel tinha uma filosofia de guerra: “Os meios justificam os fins” se todo o ser pensa-se assim a humanidade estaria morta, os meios usados para se consquitar algo são nessa visão extremamente importantes, o cresciemento pessoal não deve interferir destrutivamente na vida de outros seres, a solução ideal é que o homem cresça junto com seus semelhantes, lhes pergunto: como um indivíduo pode crescer tanto finaceiramente quanto intelectualmente sem prejudicar ninguém e ainda contribuir de suas experiências para que outros possam crescer juntos, sendo assim o crescimento de uma unidade a formação de todas as pessoas sem destruir seus valores, conceitos e crenças?

Chuva

Posted on quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 by John Montmor | 0 comentários
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Oh chuva seja bem vinda na minha madrugada, venha forte ou fina, venha como quiser, pois aonde toca provém a vida e sem você nada se mantém, boa para dormir e para brincar, venha fazer o que sabe, molhar!

A Felicidade

Posted on segunda-feira, 28 de setembro de 2009 by John Montmor | 0 comentários
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A felicidade não é algo estático, simplesmente conquistada como um troféu, a felicidade é um quebra cabeça muito grande tão grande que nem se vivêssemos por duzentos anos poderíamos completá-lo, mas cada peça tem um significado é um momento feliz em sua vida.

Ao longo da vida vamos reunindo mais peças e mais lembranças e assim constituindo nossa própria e original felicidade com nossas vontades, amores, amizades e muitas outras, algumas nem nome possuem por serem sentimentos muito particulares.

Mais importante do que o final de sua jornada e a concretização de seus sonhos, metas e objetivos, são as peças que reuniu em seu caminho. “O caminho para a felicidade é o próprio caminho".