Correntes

Posted on quinta-feira, 25 de março de 2010 by John Montmor | 1 comentários
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Caminhei o sobre o vale sombrio aonde tudo foi, é e será sempre o cinza mais opaco.

Correntes cravadas em minha carne, lentamente andava sentindo o músculo rasgar aos poucos, porém nunca sedia o peso daquele fardo que havia criado.

A mirra que queimou, queima e arderá em meu templo, fixei meus olhos cansado e amarelos sobre a brasa viva, vivo e sobrevivo em um ciclo eterno, porque esperar, tive que sangrar até gritar, para nascer, caminhar e poder me machucar na brasa, sentir sua dor me fez sorrir, pois se dor sinto, humano de novo!

Pude renegar as correntes do passado, do presente e do amanhã, saiu de minha condição de menino que chora pelo sorvete não comprado e encontra o homem que pode ser realizado!

Lua Azul

Posted on terça-feira, 9 de março de 2010 by John Montmor | 0 comentários
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Em uma noite escura e nublada, olhei para céu buscando respostas sobre amargas duvidas que em meu coração habitavam de longa data, o tempo que criamos foi passando e aquele firme manto escuro não parecia me dizer nada, caminhei divagando em meus pensamentos e perguntando o porque? Nada poderia fazer, pois eu tinha a resposta, talvez tentasse me confortar.
Tão esperada Lua azul, era a noite dela, resolvi então apenas contemplar sua inspirada beleza e o céu aquele dia não era o mesmo de todos os anos, percebi uma estrela diferente, ela sorriu pra mim, me encantei, me atordoei; resolvi buscar as sabias palavras do homem lagarto; perguntei-o como leigo homem que sou tocar uma estrela? Então ele me disse - Viajante o único caminho é descobrir quem és tu, viaje por dentro de ti e lá encontrará o fio de prata que nos liga a tudo que existe, mas cuidado os caminho da alma são cercado por uma fogueira dos seus próprios defeitos, talvez se perca, talvez consiga e isso só acontecerá se ela sorrir novamente.
Busquei em meu âmago a única coisa que me mantinha em pé, a força de minha vontade, orei ao criador e pedi ao meu anjo que me guiasse, soube então que nunca venceria aquela fogueira, mas espaço abri entre ela renegando ressentimentos, sobre um fogo avermelhado, havia uma espada adornada e com escritas em latim de fato era feita de prata, fechei meus olhos e com um nó na garganta a empunhei e ao abrir os olhos a vi estrela sorridente, pensei nesse momento tantas vezes no que dizer, mas simplesmente a única coisa que fiz é sorrir.